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CARTAS RECEBIDAS...
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Cartas
recebidas sobre o artigo Esperança-
Os velhos clichês anti-semitas estão no ar , a resposta
do autor e
nosso
comentário
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Sent: Saturday, March 13, 2004 1:14 AM
Subject: Fw: a silver lining...
Regarding Mel Gibson's "The Passion of The Christ." Do you know what
is completely missing from the movie? Palestinians, that's what! Not
one time in the entire move do you see one single Palestinian anywhere.
Romans and Jews . . . that's about it. No Palestinians.
And do you know why there are no Palestinians in the movie? Do you
know why it's just Romans and Jews? Because that's pretty much all you
had in those parts in those days. Romans and Jews. No Palestinians.
The Palestinians didn't arrive on the scene until after 1967 about
1966 years later.
There. . . that ought to get the heathens to raging . . .
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Subject: Mel Gibson and father
MITCH ALBOM: The son must refute father's hateful rants
February 22, 2004
BY MITCH ALBOM FREE PRESS COLUMNIST
My sister married a wonderful guy. His father was a Hungarian Jew.
During World War II, he and his eight brothers and sisters were
imprisoned in Nazi concentration camps. Some were killed in gas chambers.
Others were put on a boat that was deliberately sunk.
By the war's end, my brother-in-law's father was the only one left. For
years, his wife would find bread stuffed under his pillow, a habit from
Nazi starvation.
Every now and then some nut case says the Holocaust was faked. Usually,
you dismiss him as pathetic.
Last week, however, a man named Hutton Gibson told a national radio host
that the Holocaust never happened, that there were no concentration
camps, only "work camps," and that Jews basically made the whole thing
up.
Hutton Gibson is Mel Gibson's father.
So this nut case must be addressed.
From Auschwitz to Brooklyn?
He must be addressed because his son has made a movie called "The
Passion of the Christ" depicting Jesus' last hours. There are fears the
movie will stoke anti-Semitism. I have not seen the film yet -- it opens
this week -- so I can pass no judgment on it. But I have heard his
father. And he needs no movie to spew hatred.
Jews "are after one world religion and one world government" Hutton
Gibson declared. He said Federal Reserve Chairman Alan Greenspan, who is
Jewish, should be hung. He said Holocaust museums were "a gimmick to
collect money."
In fact, he called the entire Holocaust "fiction." He said Jews weren't
killed, "they simply got up and left! They were all over the Bronx and
Brooklyn and Sydney and Los Angeles. They have to . . . go where's
there's money."
That would be news to my brother-in-law's aunt, another Holocaust
survivor who, thanks to Nazi experiments, was left sterile, unable to
have children. She still bears a Nazi number burned into her arm.
I suppose Hutton Gibson would call that "a tattoo she got in the Bronx."
Now the elder Gibson is not new to this stuff. He writes books and
magazine articles denying the Holocaust and scorching the Jewish faith.
And I am not saying Mel Gibson believes what his father does.
But he needs to say so himself.
A time for action
Instead, to date, Gibson has refused to fully refute his father. He
acknowledges the Holocaust, but says, "Nothing can drive a wedge between
me and my blood. He's my father. I love him."
That's fine. But denying hatred does not cancel love. By his own doing,
Gibson has put himself on a stage where he has new obligations. He's not
promoting a "Lethal Weapon" movie here, where he's a crazed cop who
swears and drinks and sleeps with women (all pretty non-Christian stuff,
by the way).
No. He has made a deeply religious movie, a lightning rod for Christians
and Jews, one he claims was inspired by his faith, including "going back
to the things I was raised with."
One presumes his father did some of that raising.
Mel Gibson insists he is not anti-Semitic. He can prove it by declaring
his father's words are wrong. How would Gibson feel if his father had
been gassed, shot or hung in Auschwitz or Dachau, instead of his luckier
fate, enjoying a good, long life hurling insults at others?
The reason Nazism existed is because people lived in denial. If you
visit the site of concentration camps today, you will be astounded by
how close neighborhoods were to the gates. Yet no one did anything --
even as innocent people were murdered a stone's throw away.
No one asked Mel Gibson to become a spokesman on faith. He did that
himself. Now that he has hopped on center stage, he can't simply hear
what he wants. He has an obligation to publicly shoot down his father's
words.
After all, Gibson said he made his movie because he could no longer deny
his faith. Imagine someone denying your existence.
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----- Original Message -----
From: "Bela P. Rotter
Sent: Saturday, February 01, 2003 3:22 PM
Subject: Esperança DE QUE?
> É realmente revoltante atestar o perfil delineado por esse novo
"autor" da
> novela Esperança para todos personagens imigrantes.
> Judeus, Espanhóis, Italianos e Portugueses, todos são apresentados sob
um
> aspecto que denigre a todos. Os judeus como exploradores, os espanhóis
como
> trapaceiros, os italianos como arruaceiros e os portugueses como
> preconceituosos e ignorantes.
> Em nenhum momento, foi mostrado como todos contribuíram e continuam
> contribuindo para nossa cultura, nosso desenvolvimento, nosso
humanismo.
> O pior é que a novela está acabando e esses estigmas acabam sendo
absorvidos
> por um grande número de pessoas.
>
> Cada um tem que fazer a sua parte, tentando reverter esse quadro, ou
> continuaremos a ouvir:
> "É judeu mesmo, só pensa nele".
> "Todo espanhol é safado".
> "Italiano é enrolão".
> "Português é muito burro".
> Abraços,
> Bela Rotter
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----- Original Message -----
From: SONIA
Sent: Saturday, February 01, 2003 6:27 PM
Subject: Anti-semitismo na midia
Novelas, noticiários tendenciosos que
colocam os palestinos terroristas como pobres vítimas, passeatas de
militantes de esquerdas pro-palestinos com suásticas,
comparando o estado de defesa de Israel ,com a perseguição nazista etc
e tal...
Existem recursos jurídicos para
coibir tais abusos . Cada vez que uma noticia for estampada de
forma preconceituosa ou um programa qualquer for consequência da projeção
de anti-semitismo de seus autores deveria haver como resposta imediata
ação judicial baseada na lei anti-racismo.
Não podemos permitir de
modo algum este tipo de comportamento.
Já dizia minha avó: "Antes
que o mal cresça, corta-se a cabeça'"
Lei anti-racismo neles!!!
Fraternalmente,
Sonia Miranda
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----- Original Message -----
From: Silene
Sent: Wednesday, January 29, 2003 10:55 AM
Subject: Fw: FINAL FELIZ PARA NOVELA ESPERANÇA
Querida Amiga: quando
descobrir o endereço do autor da Esperança, mande para mim: gostaria
de enviar este e-mail para ele.
Parabéns pela iniciativa!
Silene Balasiano
-Departamento de Comunicação Wizo-Rio
Departamento Feminino
Sociedade Israelita Sidon
----- Original Message -----
From: Silene
To: OSIAS -FIERJ
Sent: Friday, January 17, 2003 3:00 AM
Subject: Re: FINAL FELIZ PARA NOVELA ESPERANÇA
Oi Osias, gostaria de
mandar esta cartinha para o nosso bom amigo Carrasco. Você tem o
endereço?
Mas que bonzinho não ,
sr. carrasco.........?
A partir de sua novela,
muitos brasileiros passarão a ter consciência da perseguição aos
judeus antes da 2ª Guerra!
Isso não é maravilhoso?
E passarão também a ter
consciência de que a perseguição continua!
Continua com a mídia e os
profissionais que a compõem!
Essa balela de "meus
melhores amigos eram judeus" é velha! Velha e verdadeira, eles
sempre "foram", nunca são!
Hoje seus "melhores
amigos", devem ser outros. Quem sabe aqueles que
subvencionam descaradamente a imprensa nacional e internacional pró
Palestina ! Aqueles mesmos "amigos", que tramaram a programação
de novelas da Rede Globo, levando ao ar "O Clone", um
arremedo de estória das tradições muçulmanas onde todos dançavam
noite e dia a dança do ventre, e que arremataram com o festival de
baboseiras ditas de origem judaica que assolam despudoradamente a
telinha no horário das 8.
Prometer um "final
feliz", é vergonhoso! Que final feliz será este? A jovem Camile
irá casar-se com Samuel ao som de Ava Naguila, e abrir mão de seu
grande amor por Tony? Todos irão comemorar com salgadinhos da Delícia
da babe ? Ela irá dar dividendos de sua fábrica ás operárias?Ora
seu Carrasco, faça-me o favor, arranje um jeito de tirar seu time de
campo, antes de um vexame maior! Me poupe!Ou ao menos se ainda quiser
continuar para o 2º tempo, mude de técnico, pois o seu não está
com nada!se nenhuma das duas sugestões lhe agradar, sem problemas:
durma com sua consciência , venda sua alma e passe muito bem!
Finja que não está entendendo, porque eu seu Carrasco entendi o
recado!
Infelizmente, não
acredito que só eu não achei graça na brincadeira. Esperei em vão
que alguém lúcido em minha Comunidade, tivesse a coragem de lhe
escrever. Como isso não aconteceu, tomo a liberdade! Afinal, já
dizia minha mãe: Cada um tem aquilo que merece!e todos nós ao que
parece devemos estar merecendo:Não suficiente a perseguição,
mas tão perniciosa quanto ela, a sua novela!
ps: a propósito: Ezequiel
e Jonathan estão um pouco atrasados em seus sonhos: o desejo da
"Pátria Judáica" já existia bem antes desta época!
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----- Original Message -----
From: Daniele Seggal
Sent: Monday, February 03, 2003 9:38 AM
Muita gente confunde mesmo "estar
atento" com paranóia da comunidade. Ficar alienado é até bom
para servir a alguns interesses. Mas felizmente fomos educados para
questionar - talvez este seja um de nossos maiores triunfos.
Apoio a sua resposta, Fany.
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Senhor
Presidente da FIERJ,
Sou do Rio e estou nos USA há trinta anos, acompanhando de perto o que
acontece nesse nosso Brasil. A novela em questão me revoltou o estomago
desde os primeiros capítulos. Se fosse no meu pais de adoção (USA), a
ADL já teria se pronunciado. Me surpreendeu que somente agora fosse
exigida uma explicação.
Permita-me fazer dois comentários, sem querer ser pedante, mas por que
me é mais fácil, em inglês:
1. Quanto as organizações judaicas brasileiras, "to little to
late".
2. Quanto a resposta do escritor, sem querer ser vulgar, "he is
full of shit".
A verdade é que os judeus estão sozinhos e (como dizemos aqui)
"remando sem remo e rio acima".
Não me recordo de nenhuma conotação ou inuendos da espécie no que tange
a novela "O Clone". Será que o Setor de Relações Publicas da
colônia árabe e mais eficiente, mais rico ou ate mais "ativo".
Shalom e que D' nos ajude.
Henry Kupferberg
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Sent: Sunday, January 26, 2003
3:11 PM
Li o seu artigo e a resposta do
autor da novela.
Já agora, li a sua nova resposta,
que entendo correta, já que muito frágeis as justificativas
dadas ao preconceito que se esconde por trás das maldades e
do egoísmo da personagem Camile. Ninguém teve uma
"piora" tão grande quanto ela e sua família, nos
últimos capítulos (exceto o "Sr. Farina")
Em nenhum momento qualquer
personagem criticou o fato de sempre se referirem a ela como
" a judia do Toni", mas quando a GLOBO quer
ela dá os recados necessários nas suas novelas. Por que não
o fizeram nesta, combatendo o preconceito contra os judeus?...
Parabéns pela sua atitute e
coragem !!
Quem sabe um dia nos conheceremos,
pessoalmente...
Um grande abraço,
Denise L. Tredler
Juiz de Direito no Estado do Rio
de Janeiro
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Cara Fany:
Achei excelente a polemica levantada
acerca da caracterização dos personagens judeus da novela Esperança.
Sempre achei um tanto quanto absurda,
mesmo quando a dita Novela era escrita por Benedito Rui Barbosa, a
possibilidade de uma família judaica daquela época, rigorosa quanto
a perpetuação de suas tradições, deixar que uma filha sua
namorasse um não Judeu, quanto mais festejar o casamento, como foi
exposto na novela.
Quanto a personagem Camille, interpretada
por Ana Paula Arózio, parece que virou o estereótipo do Judeu
sovina, maquiavélico, ou seja, abarcou as piores qualidades
existentes em um ser humano.
Quanto a personagem Samuel, não merece
maiores comentários, visto que o pseudo ator que o interpreta, não
tem capacidade de injetar-lhe carga dramática.
Marcelo Seggal.
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Sent: Monday, January 27, 2003 2:35 PM
Cara Fany:
Concordo com vc. Li a resposta dele e penso que o caso é de ignorância
mais
do que de anti-semitismo. Falta apenas estudo especifico ao autor. Entre
outras questões, nunca ouvi falar de ataque integralista a judeus. Os
choques que existiram foram de comunistas contra integralistas. Os
judeus
eram atacados pela via impressa: jornais e livros, e tinham e Gustavo
Barroso seu principal articulador.
As outras considerações, tb devem ser levadas em conta. Não é
a primeira
vez que essas novelas e mini-séries atropelam a história. Melhor seria
se
assumissem como ficção absoluta, sem o tal "pano de fundo
(pseudo)
histórico".
Com um abraço, Fábio.
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OBS: abaixo desta mensagem
está nossa resposta
----- Original Message -----
From: Eduardo Diatahy B. de Menezes
Sent: Friday, January 31, 2003 1:36 PM
Subject: FAÇO UM COMENTÁRIO
Caros amigos:
Percorro esta página rica e variada
da revista judaica na Internet: FanyZine. Todavia, como colaboração,
faço alguns reparos.
Essa exposição do
Anti-Semitismo nos anos 30 acha-se em Fortaleza, centro comercial
Iguatemi, e tem sido visitada por gente inclusive que sequer ouviu
falar desses horrores, que conhecemos muito bem e que até
historiadores tentam negar. Mas vejam: algumas legendas das fotos da
matéria exposta on-line estão mal redigidas. Ora, o
respeito à língua é tão importante quanto a dignidade do povo
Judeu. Há coisas aí como «garotas alemães», etc.
Por outro lado, não gostei da leitura
da novela Esperança feita no editorial. Pareceu-me
paranoico. E não é com esse tipo de interpretação que ajudaremos
o movimento judaico. O casal de judeus, os pais de Camille, são
inegavelmente protagonistas extremamente cativantes, e os delizes da
jovem apaixonada são compreensíveis. Além disso, verdadeiros
tipos hediondos são representados pelos fascistas-integralistas
brasileiros de então. O que é relativamente falso, pois o
movimento integralista - pelo qual não nutro nenhuma simpatia - em
suas alas principais não foi anti-semita, exceção feita do meu
conterrâneo Gustavo Dodt Barroso, de ascendência alemã. Isso
foi bem examinado em livro - "Nem Rotschild nem
Trotsky": o pensamento anti-semita de Gustavo Barroso -
por Marcos Chor Maio, colega judeu do Rio. Enfim, eu faria uma
leitura mais matizada dessa novela, talvez até mais crítica de
outros aspectos, mas por certo sem mania persecutória.
Cordialmente,
Dr. Eduardo Diatahy
B. de Menezes
Prof. Titular do Doutorado e Mestrado em Sociologia
Universidade Federal do Ceará
E-mail: ediatahy@secrel.com.br
Nossa resposta
Prof. Eduardo,
Nosso artigo não se propôs em nenhum
momento a fazer uma análise crítica nem uma leitura da novela em
si. Pais, integralistas e etc, não são foco de nosso artigo. O
artigo tem como foco a mudança do perfil psicológico
de dois personagens judeus, levando em conta as novas características
que lhe foram impostas, as quais são inegavelmente historicamente
anti-semitas.
Fique à vontade para considerar paranóia
o convite para que as pessoas tenham um olhar crítico, mas nós
preferimos chamar de "já vimos isso antes", até
porque a história mostra que já vimos mesmo, e nossos avós não
só viram, como passaram por isso e nos contaram. Muitas famílias
judias alemãs e do leste europeu estão hoje no Brasil porque
fugiram antes dos outros, daqueles que achavam que tudo era paranóia
e ficaram lá para "ver". Milhões acharam.
Quanto à exposição em Fortaleza,
infelizmente não ouvimos falar, poderíamos até ter anunciado no
site. O que está em nossa exposição virtual, ilustra nosso
artigo e é a tradução de sites de conceituadas instituições
educacionais americanas, que você pode visitar, o endereço está
na própria página.
Quanto a tradução, a palavra
"garotas" é usada de maneira proposital, pois ao nosso
ver é esta a intenção pejorativa apresentada no cartaz nazista.
Obrigada por sua participação
Equipe do FanyZINE
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Sent: Sunday, January 26, 2003 7:53 PM
Tendo esperança de um final feliz para a novela
esperança, só posso lhe parabenizar pela atitude. Como não vejo
novela, não posso apreciar, mas pelos comentários e a resposta do
autor, vejo que você está certa. Continue. Se cada um fizer um
pouco, se chega lá.
Herman Glz
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Fany,
Não
assisto à novela, pois acho um saco, mas o pouco que vi percebi logo
que chega a ser ridículo a Camile como a moça
má, a judia vingativa. É um super clichê do judeu avarento que pensa
que através dos negócios pode resolver os problemas, a ganância pelo
dinheiro. Eu acho que você deveria mudar um pouquinho o direcionamento
do seu artigo e enviar pra TV Globo, Jornal O Globo, etc.
Aliás,
os autores acharam que usando nomes diferentes resolviam o problema?
Porque Camile e Jonathan não são lá nomes
comuns entre judeus europeus daquela época...
Judith
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Sent: Saturday, January 25, 2003 1:55 AM
foi
muito oportuno o comentário de vocês sobre a novela " esperança"
. isso mostra, pelo menos, que estamos atentos ao que acontece
ao nosso redor. Quanto a resposta do sr. Carrasco, acho que ela não
convence. ele se esqueceu que a Camile não é somente humana, mas também
judia, com todas as conotações éticas que isso representa.
Quanto aos clichês, era de se esperar que tal fosse acontecer,porque
qualquer pessoa neste mundo se acha um "expert" em judeus e
no direito de dizer o que bem entende, sem se preocupar se é verdade
ou não. infelizmente, o mundo é outro, as pessoas também, mas os
conceitos e as idéias sobre os judeus são os mesmos.
Nissin Rappini
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From: Szrajbman
To: Jewish News ; Etel Wengier;FanyZINE
Sent: Tuesday, January 14, 2003 2:39 PM
Subject: M. Susskind & Associados _ Enviado à Globo
Pessoal,
Vamos tentar a operacao "detonar
"novamente ?
Marcos e todos.
Poderiam arranjar os emails ?
Shalom
Etel
From: M. Susskind & Associados
To: etel ;Sent: Tuesday, January 14, 2003 12:07 PM
Subject: Enviado à Globo
Abaixo
e-mail enviado à secretária da Novela Esperança:
-------------------------------
Prezada
Carla:
Escrevo
esta carta com indignação e peço-lhe ENCARECIDAMENTE que a entregue
(se possível tanto por e-mail como impressa) ao Sr. Luis Fernando,
Diretor de "Esperança". A mudança que se vê na personagem
Camille está afrontando a mim e a diversos conhecidos na dentro e
fora da Comunidade Judaica.
Há
uma série "licenças poéticas" que fazem com que a
personagem seja tão ficciosa que pouco tenha a ver com a realidade.
Mas há também erros grosseiros que merecem ser revistos. Um destes,
absolutamente incompatível com o Judaísmo da personagem, é o fato
de vê-la exigir de outra que se ajoelhe. Judeus não se ajoelhavam (e
seguem não fazendo isto) e não creio que seja possível ver este
tipo de comportamento em qualquer Judeu - menos ainda na década de
30.
Meus
filhos foram alunos de uma escola coordenada pela Prof. Ahuva Flit, que
foi consultora sobre Judaísmo da novela - e não acredito que ela
tenha sido consultada para a elaboração daquela cena (e de outras
que a ela se seguem).
A
novela vem contribuindo para a perenização de estereótipos que,
neste século XXI, deveriam ser totalmente abandonados. Isto é
repugnante.
Acabo
de ver o artigo de Fany S. publicado na Revista FanyZINE (www.fanyzine.com),
e aproveito para enviá-la abaixo. Creio que ajudará no estudo da
sequência da trama.
Coloco-me
à disposição para um "bate-papo" para esclarecer minhas
restrições à forma de caracterização de Camille, que reputo
irreal e estereotipada.
Marcos
Susskind
==================================
ESPERANÇA,
OS VELHOS CLICHÊS ESTÃO NO AR.
Por
uma nefasta coincidência, a novela Esperança, que se passa em 1933
começou a mostrar suas primeiras imagens e preconceitos anti-semitas.
Neste...........(segue artigo)
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----- Original Message -----
Sent: Tuesday, January 14, 2003 6:43 PM
Subject: Novela Esperança
Caros amigos
É com pesar que vejo a falta de sensibilidade da Rede Globo se
manifestar contra os judeus, exatamente em um momento delicado, onde
Israel e os judeus de um modo geral estão sendo demonizados.
Vamos lutar para evitar isto.
Mauro Tashner
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Sent: Saturday, January 11, 2003 12:34 AM
Subject: Parabens fanyzine...
Obrigado por vocês
existirem. Obrigado por me ter mandado o artigo sobre a novela esperança.
Não posso falar sobre a novela pois não assisti nenhum capítulo. Mas,
me revoltou profundamente o que li, e a minha ESPERANÇA é que os
dirigente de nossas instituições venham à público para externar sua
repugnância e protestar contra o que se está passando para o público,
que não precisará de muito para dar uma "gozada" no seu
vizinho judeu...
Caros amigos,
Leio amargurada todo o artigo sobre a famigerada novela Esperança. Não
assisti nenhum capítulo. Sou brasileira, carioca, 76 anos, mas sou gato
escaldado. Perdi cerca de 70 pessoas nos campos de concentração. Li
tudo, tudo o que se escreveu sobre o assunto, em artigos, livros... e me
recordo dos judeus alemães que não acreditavam no que estava para
acontecer e gritavam "orgulhosamente" Deutchland ubber
alles. Quando alguem não judeu, desconhecedor da triste História de
nosso povo "eleito" para sofrer, começa a escrever peça ou
artigo ou seja lá o que for sobre nós judeus, fico na retaguarda
aguardando o que vem por aí. E não deu outra. Minhas amigas me
recriminavam: "poxa, você não assiste? a novela está linda!
Fizeram até uma música com letra em portugues, espanhol e hebraico!!!
E todos saíram cantando a musiquinha... E o ignorante que
escreveu a peça, e fala nos emigrantes que aqui vieram, mas muitos aqui
chegaram com 40 kilos, cadavéricos, depois dos sofrimentos nos campos
de extermínio. E começaram a trabalhar. Do nada. Percorreram
ruas vendendo quadros de santos católicos à prestação. E muitas
vezes eram escorraçados das casas onde ofereciam sua mercadoria. Alguns
ficaram ricos. Alguns. E porque não? Se hoje os grande magazins vendem
a prazo agradeçam ao prestamista que facilitava a venda de sua
mercadoria à perder de vista. E muitas vezes só viam a primeira
prestação. Por que o desgraçado que escreveu a novela, não lembrou
que o maior hospital do Brasil em São Paulo, chama-se Albert
Einstein. Porque não lembra dos empresários que começaram no fundo do
quintal, fabricando pequenas coisas com a ajuda da familia. Por
que não teriam o direito de ficar ricos. Só o Abilio Diniz pode ficar
rico? Só o Pelé pode ficar rico? Os judeus são uma sociedade
organizada. O emigrante deixava de comer para o filho ir para a escola e
se tornar doutor.
Não sei meus amigos, como disse anteriormente, fico sempre na
retaguarda. Descrente pois já ouvi de pseudo intelectuais : "você
é judia? como? você não parece"!!. Claro por certo eu deveria
ter chifres e rabo e no mínimo um nariz de papagaio...
Acabo de receber um email de uma amiga, me re-passando uma carta que o
arafat (não é erro - é com letra minúscula mesmo) escreveu
para o Presidente Lula. Queria ser uma mosquinha e estar na orelha
dele e ouvir o que ele vai dizer diante dessa carta, sabendo que um
representante seu foi ao refugio daquele terrorista e entregou-lhe uma
bandeira brasileira.
Amigos perdoe-me o tamanho deste email. Eu precisava desabafar. Mas não
sei se consegui.
Shalom Shalom
Sophia Chsveid
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Sent: Saturday, January 11, 2003 11:44 PM
Subject: A história como ela é!
Após ler sua matéria "ESPERANÇA,
OS VELHOS CLICHÊS ANTI-SEMITAS ESTÃO NO AR", não pude
concordar com diversos pontos.
A novela não está sendo anti-semita e
sim mostrando os fatos como foram na época, acho até positivo pois o
sofrimento causado ao povo judeu não pode cair no esquecimento, deve
ser lembrado a todo momento para que não aconteça nunca mais!
Sou judia e acredito que achar que
tudo que aparece na televisão é contra nós, é ter sentimento
de culpa pelo que não somos.
Marcia Brandes
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B"H
Kol hakavod pelo artigo sobre Espetança (de tanto espetar os
judeus). Por favor, envie o link para nosso webmaster, para publicá-lo em www.jewishbrazil.com
e fazer com que mais gente se conscientize desta pérola da Rede
Goebbels de TVneno.
Logo estaremos no Rio, de D's quiser, para lançar neste cidade o
Samba Judaico "ISRAEL, A AREIA QUE VIROU MEL", vencedor do
Primeiro Festival de Musica Judaica em 2002.
Ficaremos em contato.
abraços Tropicasher,
Paulinho Rosenbaum
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From: Jaime
To: RosaDoRio
Sent: Friday, January 10, 2003 10:54 PM
Subject: Re: ESPERANÇA - e os clichês anti-semitas
Rosa dos infelizes da globo jamais
poderemos esperar algo diferente.
Estamos parecendo a velinha de Taubaté
que acreditava em tudo e em todos.
Esta maldita globo e toda a sua rede nunca
prestou e não é agora que irá prestar.
Enquanto em esperança o judeu ou é
explorador, canalha,vil e volta a traz nos seus tratos e manda prender
ou manda a pobre maria ajoelhar-se etc etc em o clone só beleza
e coisas bonitas.
Cade o nucleo Judaico da novela, que
aparecia no inicio da novela que se não faz nada,pelo menos
pode dar algum conselho aos diretores imbecis da novela esperança,
para que dem outro rumo a novela e não a tornado um instrumento
anti-semita.
A guisa de esclarecimento Rosa poderia
informar-me se a musica de fundo Yerushaláyim que aprece de vez
em quando era condizente para aquela época.
Ao que me consta eram mais musicas em
idish, ou estou enganado.Por favor esclareça-me.
Desculpe-me minha revolta contra isto tudo
que está acontecendo atualmente (carnaval, novela, etc).
Shabat Shalom.
Jaime.
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>From:
Sami
>Subject: Parabens
>Cc: Osias
>Date: Fri, 10 Jan 2003 16:15:16 -0200
>
>Gostei muito de seu artigo. Temos que fazer algo. Osias será que
podemos
>contatar a Globo e expor nossas preocupações?
>Sami Leopold Golzdtein
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From:
"Milton Lando"
To:
FanyZINE
Sent:
Monday, January 13, 2003 9:45 PM
Cara Fany - parabens pelo seu artigo sobre a novela Esperanca.
Eu não vejo, mas tudo o que vc diz *bate* com o jeito *Grobo* de ser.
Abracos
Milton Lando
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Sent: Sunday, January 12, 2003 4:34 PM
Ótimo site, parabéns. Hoje, no Globo, o
suplemento infantil (Globinho) traz um péssimo e distorcido resumo do
que ocorre no OM. A notícia sobre a novela é chocante!
Heliete Vaisman
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Mande sua carta para fanyzine@hotmail.com
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OSTA:
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